quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ouve bem!

Ouve bem! Está aqui a palavra
que percorre o meu ser,
a palavra que te quer
contente.
Imaginei o sol das mais diferentes
cores e resolvi atirar-lhe uma
corda e trazê-lo até mim.
Erguio como de uma taça se tratasse.
Era a luz.
Está nela tudo o que precisamos para
ver o caminho. Para que
percebamos que por vezes cortar
a direito é voltar ao cabo das tormentas.
Eu, já cortei muitas vezes a direito
seguindo na escuridão aquilo
que a presença dos deuses me dizia.
Fui ali, corri, saltei e brinquei
e voltei sempre a casa.
É no meu quarto que estão os
meus brinquedos, é lá onde estão
muitas das minhas lágrimas,
muitas das minhas loucuras e o
devaneio das minhas paixões.
Junto aos super-heróis de plástico
guardei muito de mim.
Escrevi frases, o meu diário e talvez este poema.
Sabes o que acho?
Por vezes somos obrigados a
crescer sem querer e caimos sem
que nos empurrem, deixamos para
trás uma criança que tanto esteve em nós,
habituamo-nos ao mundo a sério.
Comprámos a camisa, outros a gravata
e vamos sorrindo ou aprendendo a sorrir
e dizem que nos fizemos homens. Mas
dizem que nas crianças está a luz.
Ouve bem!
Imagina.
Imagina o sol das mais diferentes cores
atira-lhe uma corda e trá-lo para junto de ti.

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