quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Lago da Poesia

Informo a todos os leitores do blog, que em Novembro de 2011 sairá a edição do Livro "Lago da Poesia". Um muito obrigado a todos aqueles que por aqui passaram.

domingo, 22 de maio de 2011

Há sempre uma partida.

(foto: ~an1ta)

Há um amanhã que chega sempre,
mesmo quando não quero.
Um amanhã onde me lembro:
ontem foi tão bom
hoje sou um homem mais cansado.
Ontem viajei, fiz amigos
por onde passei,
cantei, abracei e fui abraçado.
Por onde passei,
deixei em cada local
pedaços de sentimentos perdidos,
cada cantiga, cada abraço,
doeu-me na partida.
Há sempre uma partida,
há sempre uma despedida,
uma lágrima, depois da ida.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

domingo, 6 de março de 2011

Que razão tão forte, que razão tão fraca (...)


Às vezes penso
que às vezes sou quem pensa
com mais forte força dos desejos,
levo-me, levando-me como a brisa me leva
com a facilidade que as paixões me dominam.
Enjaulam-me,
cercam-me,
espicassam-me esta pobre alma,
carregada de faculdades
tão facilmente,
tão naturalmente se deixa levar
pelo mais ínfimo prazer.


sábado, 25 de setembro de 2010

Espelhos


Sou todo abismo
Sou eu todo, Mundo
faço-me à medida que te conheço,
Com o outro sou
progresso, evolução e o amanhã
sou de estilo camaleónico, habituo-me
a ti com a maior das
facilidades. Ainda tu não existes já sou
como tu, já tu morreste
terei sido como tu.
Vem, vem ao mundo, explora, queima,
bebe, toca, sente a melhor
das primaveras,
mas não te esqueças
quando explorares,
queimares
beberes, tocares ou sentires
a melhor das primaveras
que existe sempre, onde tu existes,
alguém que é igual
a ti. Alguém a quem dói também.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ponto Fraco


A subtileza do teu aparecer
arrancou-me os olhos.
O carisma que o teu olhar transpira,
rejuvenesce-me quando ris, quando falas,
quando existes ao pé de mim.
Lá chegaste tu com toda a tua vaidade
para dentro da minha lembrança,
a lembrança que atormentas quando me foges.
Tu não és muita coisa em mim,
És uma pequena coisa muito
grande em mim
és,
és em mim na estrada que me leva a ti
és em mim uma estrela de quinta-feira
és em mim em tudo aquilo que faço.
És o meu ponto fraco.


Fica
Fica ao pé de mim.
Vamos ouvir a noite a cair.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ouve bem!

Ouve bem! Está aqui a palavra
que percorre o meu ser,
a palavra que te quer
contente.
Imaginei o sol das mais diferentes
cores e resolvi atirar-lhe uma
corda e trazê-lo até mim.
Erguio como de uma taça se tratasse.
Era a luz.
Está nela tudo o que precisamos para
ver o caminho. Para que
percebamos que por vezes cortar
a direito é voltar ao cabo das tormentas.
Eu, já cortei muitas vezes a direito
seguindo na escuridão aquilo
que a presença dos deuses me dizia.
Fui ali, corri, saltei e brinquei
e voltei sempre a casa.
É no meu quarto que estão os
meus brinquedos, é lá onde estão
muitas das minhas lágrimas,
muitas das minhas loucuras e o
devaneio das minhas paixões.
Junto aos super-heróis de plástico
guardei muito de mim.
Escrevi frases, o meu diário e talvez este poema.
Sabes o que acho?
Por vezes somos obrigados a
crescer sem querer e caimos sem
que nos empurrem, deixamos para
trás uma criança que tanto esteve em nós,
habituamo-nos ao mundo a sério.
Comprámos a camisa, outros a gravata
e vamos sorrindo ou aprendendo a sorrir
e dizem que nos fizemos homens. Mas
dizem que nas crianças está a luz.
Ouve bem!
Imagina.
Imagina o sol das mais diferentes cores
atira-lhe uma corda e trá-lo para junto de ti.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Dança da noite

Por vezes no calor do anoitecer, sinto-me vazio, despido, incapaz de perseguir a alegria que tanto queria. Pintei-me de branco para me conseguires ver ao longe, no fundo da rua. Onde a noite é menina e dança só para mim, com todos aqueles passos no tempo certo como que numa requintada estrutura, que é quebrada no maior dos silêncios.
Porque és negra? Porque me pinto de branco?
Estou aqui, já dei o grito que percorrera todas as veias do meu silêncio, e acordou o adormecido lobo. Nasceu a força, veio a luz, consegui ver mais um dos teus sorrisos. Aqueles que gostas de esconder no mais audaz dos teus egoismos. Que victória.
Foi uma luta, foi uma noite, foram duas noites... foram todas as estrelas que contei e multipliquei por mil para saber quantos desejos tenho com o teu corpo. A mais ousada criação de Apólo. Deu luz ao que era preto, iluminou os meus olhos vestindo-te de branco. Foi aqui que o meu grito ganhou voz, foi aqui que olhas-te para mim e me viste no cantinho da janela, à chuva, calado, a chamar por ti.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Isto és tu.


A letra
o timbre do meu desenho
suspiro de todo o riso
os sete e as madrugadas
todas as minhas flores
o exagero da minha pequena loucura
a vaidade do meu sapato
o frio que me aquece
o frio que me aqueceu
Isto és tu
Este sou eu.